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Parece que alguém ensinou-te o medo dos nomes desses brinquedos que carregas consigo...Clítores, bunda, bunda,clítores, gruta magistral, corredor estreito, onde desvenda essa praia, esse mar colossal...Suponhamo-os não descobertos, céus inéditos, ilhas, eternos arquipélagos, triste vulcão cuspindo e vomitando para dentro de si...Larva, gosma, essa substância quente e viva que pluraliza a comunicação...



 Escrito por Felipe às 11h57
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O que é sexo, nem gozo chega a ser, é o amor palavras de bem querer? Do que é fluidez, fica a imensidão, espanto, insensatez por driblar emoções. Amor - sexo...Sexo - amor...e tudo faz parte dessa química que Deus não dispensou. Por que sustar o ídilio? Fábula preciosa que nos convém, que nos retém, que nos liquidifica em braços - abraços...pernas - abertas...bocas - gemidos...olhos - revirados...membros - exaltados...plenos - flanco e falo. Nenhum deserto que suponhamos irremediável, toda essa crença resgata-nos em óraculos dantes nunca sonhados, rodopios...calafrios...presságios...



 Escrito por Felipe às 10h50
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Despida andavas pelo quarto atraindo minha atenção, depois vem a mim, tua parte baixa, quase milagrosa...Despida sorriu-me carinhosamente, na flor dos teus lábios o meu beijo, depois....avistamos a lua, brincando na janela do quarto...Despida, despiu-me e vi-me nú, entre nós: a lua e esse cometa da calda dourada, a encher-me de luz...depois...acordei e somente a lua derramava no meu corpo sua luz prateada...



 Escrito por Felipe às 17h44
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Cai a noite em olhos distantes, em boca que vi balbuciar o gozo, o gemido, o grito, o infinito...Cai a noite em peles romãs, filosofias vãs na impressão corpórea que esse momento reluz...Cai a noite, traduz-se o verbo, que é carne, corpo sã...E o gemido desses velhos e novos interiores...Somos como todos: eruditos e nos extasiamos no gozo, enquanto cai a noite...

 Escrito por Felipe às 10h08
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Mão na mão...Olho no olho...Lábios nos lábios...Boca na boca...Línguas...Dentro e fora, espasmo essencial, com razão parar?Sem razão...Mão na mão modela o corpo, aguça os sentidos na semi-escuridão...Minúscula oficina, onde reparamos as emoções e essa sina que nos sobe as narinas...Cheiro de prazer e gozo, cheiro visceral...Supõe-nos mortalmente humanos e quase perfeitos...De bronze, gesso, argila e terra...Desse gozo que expande-se em nossas entranhas...



 Escrito por Felipe às 15h54
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Dói-me as coxas, andar leve na ponta dos pés, põe-me a sério...Belisco teus seios...Não é inverno, nem primavera é o verão que corre nas minhas veias...Língua sobre os lábios toca o céu e o amor ausente...Nádegas tremem sob a saia, nudez siciliana, rostos de porcelena...Vibra-me a parte baixa dessa imagem sólida que Deus emprestou-me, que busca é essa? Essa fome? Dói-me os braços, as mãos, todos esses "nãos" que a vida me ensinou...Essa paixão resistente própria dos nativos, dos rebeldes...Dói-me esse sorriso de cristal, gemidos de quase animais...somos? A tarde invernou em pleno verão que agora escorre de mim...



 Escrito por Felipe às 19h09
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